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Turismo

O património natural, histórico, cultural e arqueológico de uma Freguesia é o resultado de um esforço conjunto por acompanhar a evolução dos tempos sem nunca se esquecer as raízes e a identidade de cada região. Ferreira-a-Nova é um belo exemplo da preservação de zonas verdejantes e de edifícios que exalam um pouco da sua história e da sua cultura.

A Freguesia de Ferreira-a-Nova situa-se na zona Centro de Portugal, fazendo parte do território da região Gandaresa, onde o clima e a cultura são marcadamente mediterrânicos.

Um passeio feito pelas gentes simples e calorosas das pequenas aldeias que compõem a Freguesia, leva-nos a contemplar lindos pinhais, eucaliptais e olivais. Ao visitar a nossa terra, oferecemos um rico "espólio" de iguarias para saborear acompanhado de um bom vinho rosé. Do ponto de vista arquitetónico, realce para a Igreja Matriz, a Capela da Netos, a Capela de Tromelgo, a Capela de Santana, a Capela de Santa Olaia e o Cruzeiro de Ferreira-a-Nova, que apesar de a sua edificação se encontrar envolta em profundo mistério, a população local acredita que este Cruzeiro conta já com mais de 800 anos.

As manifestações religioso-profanas são parte integrante da cultura etnográfica de cada região e celebram-se em Ferreira-a-Nova ao longo do ano, recheadas de alegria e tradição, procuram envolver toda a freguesia, atraindo também muitos visitantes. Durante vários dias, a população honra a sua Santa Padroeira, através de um programa que concilia os eventos de cariz religioso com a animação. Estas festas seculares têm fortes raízes na freguesia, sendo conhecidas como as “festas do povo e para o povo”.

É também "obrigatório" uma visita á Lagoa das Queridas, perto da povoação com o mesmo nome e á Quinta da Foja. EA Lagoa das Queridas nasceu de um pequeno lago, aquando da retirada excessiva de terras, que foi deixado ao abandono durante anos. Com a ajuda da mãe natureza e com o passar dos tempos, transformou-se numa lagoa de beleza invulgar onde podemos observar uma biodiversidade pouco habitual na zona.

É hoje protegida e cuidada pela Junta de Freguesia de Ferreira-a-Nova, como sendo um dos ex-libris da freguesia.

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LOCAIS A VISITAR


• Igreja Paroquial de Ferreira-a-Nova
Localizado bem no centro da sede de Freguesia, o Templo, tal como hoje se apresenta, não possui linhas arquitetónicas definidas, pelo que se torna difícil datá-lo com alguma exatidão.

A primitiva Matriz levantada pelos frades Crúzios terá sido demolida em finais de 1595, ou já no ano seguinte, pelo empreiteiro Simão Fernandez, que reaproveitou alguns dos seus materiais de construção, nomeadamente, telhas e madeiras, enquanto que os restantes bens passaram a integrar o tesouro do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra.

Do mesmo Templo, terá restado a imagem de Santa Eulália que, segundo alguns avaliadores, datará da centúria de quinhentos. Apesar de todas as vicissitudes por que passou este edifício religioso, ao longo dos anos foram encontrados vestígios da aludida construção primitiva. Assim, numa das dependências da Sacristia das Almas, foram descobertos um esquife e uma cruz em azulejo com cerca de 1,20 metros. Hoje, infelizmente, desconhece-se o paradeiro deste espólio que, segundo parece, foi retirado aquando da construção da torre e das casas contíguas.

Provavelmente, outras cruzes terão ornamentado as paredes da Igreja, que serviam para seguir os passos da Via Sacra do Senhor. Sinal evidente de que a primitiva construção era robusta, embora de acanhadas dimensões (em comparação com a actual), é a espessura das paredes aliada à fácies sólida da construção.

• Capela de Santa Olaia
A Capela de Santa Olaia foi erigida provavelmente do tempo do nosso primeiro Rei. Situada no monte, a vista sobre os arrozais do Mondego é deslumbrante. Numa das muitas remodelações foi-lhe abolido um painel de azulejos, segundo algumas informações datavam da segunda metade do séc. XVII.

É uma capela simples como se pode observar pela sua fachada. No seu interior as paredes são pintadas, existe um arco cruzeiro. A imagem de Santa Olaia é de 1671.

O Sitio Classificado de Montes de Santa Olaia e Ferrestelo foi criado pelo Decreto-Lei nº 394/91 de 11/10/1991, com o intuito de proteger e conservar os valores naturais, científicos e culturais nele contidos, um uso sustentado do território e a promoção e disseminação da educação ambiental.

O Monte de Ferrestelo, onde se encontra o Castro de Santa Eulália ou Olaia, é sítio classificado de Interesse Público desde 1954. Foi o arqueólogo figueirense António dos Santos Rocha (1853-1910), que aqui fez as primeiras escavações á porta da sua terra natal. Encontrou monumentos e objetos que provam o povoamento do sítio desde a Idade do Ferro. Os objetos estão expostos no Museu Municipal Santos Rocha, na Figueira da Foz.

• Igreja de Santana
É um edifício do séc. XIX, inspirado no setecentismo regional (simples e pobre na sua fachada).

No seu exterior pode ver-se, por cima do portal, a data de 1896, época da vigésima nona remodelação, pois a primeira ocorreu em 1766, conforme se pode ver no coro alto onde consta essa inscrição. Nesta capela sobressaem as imagens de Santa Ana, Santo António, Rainha Santa Isabel, Sagrado Coração de Jeus, Nossa Senhora de Fátima, Menino Jesus de Praga, São Judas Tadeu e Nossa Senhora das Dores.

• Capela de Netos
As capelas antigas tinham no sagrado a razão da sua implantação, isto é, o solo em que se fundavam seria de uma natureza singular, fosse pela topografia do sítio, dominando e protegendo uma paisagem, fosse porque ali seria o lugar de contacto ou revelação do divino.

O terreno onde se ergue a Capela de Netos não tem nenhuma particularidade distinta, a não ser a profana visibilidade da estrada. Será esta visibilidade o tema da Capela: o sentido da implantação é dado pela extrema proximidade a quem passa pela estrada.

Um nicho aberto no topo da Capela que confronta quem vem de noroeste abrigará a imagem do orago, que será simultaneamente visível do interior como retábulo do altar. Para a estrada, a imagem funcionará como alminha, marcando a deslocação automóvel com a presença do religioso.

Vista a partir da nave, a imagem parecerá flutuar no exterior, uma vez que o nicho terá paredes chanfradas de modo a que não seja perceptível a espessura das paredes.

A capela terá um revestimento monomassa com inertes em calcário semelhante à pedra de Ançã. Este material aproximará a forma piramidal da Capela à intemporalidade da construção em pedra, invocando ainda, com a cor, a cantaria dos monumentos da região e com a textura a areia do chão da Gândara.
rnArquitetura: Pedro Maurício Borges
Localização: Lugar de Netos Freguesia de Ferreira-a-Nova
Construção: 2004 – 2008

• Capela de Tromelgo
Situado na antiga povoação de Tromelgo, este Templete foi levantado para ser dedicado a Nossa Senhora. Para o efeito, em 1952?, foi transportada, em Procissão, a imagem da Virgem (ainda hoje na Capela), percorrendo todos os lugares da Freguesia, durante uma semana (de ll a 17 de Fevereiro).

Reza a tradição oral, que a Imagem foi constantemente acompanhada por um par de pombas brancas.

• Cruzeiro de Ferreira-a-Nova
Apesar de a sua edificação se encontrar envolta em profundo mistério, a população local acredita que este Cruzeiro conta já com mais de 800 anos.

EVENTOS ANUAIS

GASTRONOMIA


São iguarias da região, Sopa Gandaresa; Bacalhau cozido com batata e regado com molho de colorau, salsa e cebola; Galo Velho guisado com batata cozida.

Vinhos da Região: Não sendo uma região demarcada, também aqui se produz algum vinho de tipo rose e com pouco teor alcoólico. Estas características devem-se ao facto de as plantações de videiras serem feitas em terras de areia preta (da região). Por outro lado, também são muito apreciadas a água-pé, a jeropiga e a aguardente.

Doces Regionais: Fazem parte da confeitaria da região, Arroz Doce com ovos, Broas Doces com batata, Filhos de abóbora e Maçãs Assadas com canela.

ARTESANATO


Dados os fracos recursos e a vida rural que se vivia ainda nas primeiras décadas do século passado, os objetos e as peças de vestuário que pertenciam a cada família eram cuidadosamente manufaturador por mãos hábeis, atividades que, por vezes, se transformavam em verdadeiras artes.

Hoje os tempos são outros e outras são as nossas necessidades. As peças de então, atualmente, parte integrante do que se denomina por Artesanato, escasseiam e poucos são os artesãos que se dedicam a esses ofícios. Porque se trata de um espolio importante e digno de ser preservado, em Ferreira-a-Nova prevalecem algumas artes antigas como as de cesteiro e de vassoureiro.

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