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História

O ribeiro de Faja, enriquecido com as águas dos ribeiros de Toscana, Tromelgo, Zurrão e Vale de Liceia, esteve certamente na origem do povoamento desta úbere região.

Apesar da ascendência normanda e árabe, Ferreira-a-Nova consolidou a sua povoação a partir do reinado de D. Afonso Henriques. Documentos históricos vão dando noticia desta aldeia, designada como "Ferreira de Santa Eulália-a-nova",
".S'anta Eulália da Ferreira-a-Nova" ou, simplesmente, "Ferreira-a-Nova".
De acordo com a opinião de alguns esclarecidos, o topónimo "Ferreira" parece dever-se a uma homenagem feita aos ferreiros que, no passado, habitaram esta zona da Gândara.

Não obstante, com o passar do tempo, "-a-Nova" foi anexada ao topónimo original, talvez por ser considerada a primeira a ter aquela denominação.

Eclesiasticamente, a sua Igreja foi curato anual do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, cujo Prior Geral (Cancelário do Real Convento de Santa Cruz de Coimbra) apresentava o Cura (frade Crúzio que paroquiava a Freguesia) que tinha direito a 40.000 (?) réis de Pé-de-Altar (Rebelo da Silva, in Dicionário Moderno, pág.: l70). O mesmo Prior, por seu turno, recebia do Convento dois moios de milho, 16.400 réis, um alqueire de trigo e quatro almudes de vinho. Posteriormente, tomou-se Vigairaria.

Em termos administrativos, Ferreira-a-Nova pertenceu inicialmente ao concelho e couto de Alhadas, mais tarde transitou para o município de Maiorca e, a partir de 1853 (data da extinção desse Concelho) passou definitivamente para a área administrativa do concelho de Figueira da Foz.

Desde a sua instituição, esta Freguesia sempre apresentou uma forte mobilidade populacional. Se hoje as deslocações mais correntes têm como destino a cidade de Figueira da Foz, local do trabalho, de transações comerciais e até de lazer, no passado, as variações demográficas eram provocadas por diferentes razões de ordem económica e/ou administrativa. Com efeito, em busca de melhores condições de vida, alguns dos Ferreirenses viram-se obrigados a emigrar para diferentes países, principalmente, para o Brasil (décadas de 20 e 30 do século passado), França, Luxemburgo e Alemanha (década de 60). A reestruturação administrativa, por seu turno, provocou também oscilações ao longo da sua história, nomeadamente a subdivisão da antiga Freguesia com três novas autarquias, a saber: Maiorca, Santana (1989) e Ereira.

Das várias povoações que constituem a Freguesia de Ferreira-a-Nova, as mais populosas são as de Ferreira-a-Nova (sede de freguesia), Netos e Tromelgo. Pelo contrário, os lugares de Porto Lamas, Canosa apresentam-se como os menos povoados. Facto curioso assiste-se no lugar de Canosa que, atravessado por uma linha de água, integra as freguesias de Ferreira-a- Nova e Liceia, pertencendo, por isso, a dois concelhos distintos, Figueira da Foz e Montemor-o-Velho, o que justifica a sua baixa densidade populacional.

 

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